segunda-feira, 27 de setembro de 2010
Mestre dos Magos
A vida de saídas noturnas também tem algumas furadas. Ontem fui ao Shopping Rio Sul comprar umas coisas. Depois, como felizmente consegui comprar tudo o que precisava, lembrei que tinha uma sessão do filme Wall Street no Botafogo Praia Shopping às 19:20. Peguei o carro e corri pra ver se chegava a tempo. Cheguei lá às 19:16 e os ingressos já estavam esgotados. Meio decepcionado resolvi ir tomar um chopp. Sozinho mesmo, já que meu recente companheiro de baladas, o Marcelo, não atendeu as 1.357 ligações que fiz pra ele.
Então, fui lá no Mud Bug que fica na Paula Freitas em Copacabana. Estava meio vazio mas tinha um grupinho de mulheres bem gatinhas já meio alcoolizadas dançando e cantando alto. Dois amigos as acompanhavam. Reparei que tinha uma mulher baixinha mais velha no grupo. Então sentei no balcão, pedi um chopp pra simpática atendente de cabelo vermelho, e fiquei vendo os vídeos de surf e de futebol, enquanto acompanhava a alegria do grupo embriagado, e ouvia o ótimo rock and roll que estava rolando. Fingi que nem olhava, mas na verdade sempre dava umas olhadinhas de rabo de olho da maneira como aprendi na aeronáutica, e percebi que algumas me olhavam e cochichavam. Mulher repara logo. Não fico encarando e detesto esses homens babões que dão a má fama de que os homens são todos fáceis. É claro que se a mulher chegar vou conversar com ela numa boa. Aliás adoro quando elas tomam a atitude. Mas os homens cariocas são mesmo foda. Ficam impregnando as mulheres.
Lá pras tantas a baixinha que comentei encostou em mim. Sentou do meu lado e já colou o corpo meio no meu. Em 3 segundos percebi que estava completamente embriagada. Que bom que eu ainda estava sóbrio pra perceber isso! De qualquer forma eu podia estar na merda que fosse que eu não ia pegar aquela bizarra. A baixinha tinha o rosto largo, cabelo liso, morena, era a verdadeira versão feminina do Mestre dos Magos com a pele bronzeada do sol do nordeste. No canto esquerdo da boca tinha uma herpes de uns 2 centímetros melecada com uma pomada por cima. Aí veio ela dizendo que era comissária de bordo de uma companhia aérea americana, que morava nos EUA a 20 anos, que foi casada e se separou, que não quer mais saber de casar, que não gosta quando os homens querem pagar as coisas pra ela, que ela é independente, que tinha conhecido aquele grupinho naquela tarde, que estava sozinha de férias num apartamento em Copacabana pago pela empresa, que era carioca mas o pai de Recife e a mãe de Belém, que era pisciana e muito sentimental, blá-blá-blá. A atendente de cabelo vermelho só me olhava, ria e fazia aquela gesto com a mão imitando um revólver estourando os próprios miolos, vendo a minha situação. Mas eu calmamente respondi as perguntas dela. Até para parecer simpático pras outras meninas do grupinho que ficaram vendo a cena. Eu sou propositalmente meio dissimulado. De repente ela pegou a bolsa, puxou a carteira e tirou dois documentos provando que era americana, cartões de crédito, um bolinho de notas de dólar e começou a colocar em cima do balcão falando: Tá vendo! Eu sou americana! Tenho dinheiro e cidadania! E eu: por favor, acho melhor você guardar isso.
Por fim a galera resolveu ir para o Emporium em Ipanema. Ela ia junto. Ficou me chamando quinhentas vezes pra eu ir também. Eu disse quinhentas vezes que não iria. Isso depois de ter que responder às mesmas perguntas que ela fez diversas vezes. No final ainda me deu dois beijinhos e melecou a minha bochecha com a pomada da herpes. Bléééééé! E ainda tem homem que pega. Ô classe de guerreiros! Puta merda!
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Tem dia que a noite é foda, ne? Essa herpes me deu um nojo...
ResponderExcluirNojo mesmo. Aquela bizarra. Ainda ficava se encostando e bloqueando o meu acesso às outras gatinhas. Pensando bem deveria ter feito ela pagar a minha cerveja. Aliás não. Não quero favores daquela Mestre dos Magos.
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